Eixos Temáticos
Conheça como cada eixo combina áreas de amostragem, métodos científicos e registros de campo para investigar os ecossistemas marinhos brasileiros.
EIXO 1. BIODIVERSIDADE, FUNCIONAMENTO E RESILIÊNCIA DE AMBIENTES RECIFAIS
Centenas de mergulhos, experimentos em campo e amostragens, dos costões rochosos aos recifes profundos. Neste eixo, dezenas de pesquisadores se dedicam a monitorar a biodiversidade recifal, entender suas transformações ao longo do tempo e revelar uma biodiversidade ainda pouco conhecida pela ciência.
Parte desse trabalho acontece em recifes da costa brasileira ainda pouco amostrados, onde novas expedições vêm ampliando o conhecimento sobre a distribuição das espécies e revelando novos registros e espécies potencialmente novas para a ciência.
Outra frente nos leva ainda mais fundo, aos recifes mesofóticos, em profundidades que podem ultrapassar os 60 metros. Pouco explorados e de difícil acesso, esses ambientes guardam comunidades ainda pouco conhecidas e abrem uma nova fronteira para a descoberta da biodiversidade marinha brasileira.
Dinâmica temporal de comunidades e fatores ambientais
Como as comunidades marinhas mudam ao longo do tempo e o que explica essas mudanças?
Acompanhamos comunidades marinhas ao longo do tempo para entender como sua composição, abundância e diversidade respondem às variações do ambiente. Combinamos dados sobre a biodiversidade com informações ambientais, buscando identificar quais fatores estão associados às mudanças observadas.
Esse acompanhamento permite reconhecer tendências, variações naturais e possíveis respostas a eventos extremos e às mudanças ambientais globais, ajudando a compreender como os ecossistemas marinhos estão se transformando e quais ambientes e espécies podem ser mais vulneráveis.
Monitoramento de comunidades do entremarés
O que as comunidades que vivem entre a terra e o mar podem nos contar sobre as mudanças no ambiente?
Monitoramos organismos que vivem no entremarés, a faixa costeira que fica alternadamente coberta e exposta pela água com o movimento das marés, para acompanhar como essas comunidades variam no espaço e ao longo do tempo.
Por estarem diretamente expostos a mudanças na temperatura, ondas, marés e outras condições ambientais, esses ambientes funcionam como importantes áreas para acompanhar transformações nos ecossistemas costeiros. O monitoramento de longo prazo nos ajuda a identificar mudanças na biodiversidade e a compreender como essas comunidades respondem às alterações ambientais.
Recifes mesofóticos e bancos de rodolitos
O que existe nos ambientes recifais mais profundos da nossa costa e qual é a sua importância para a biodiversidade marinha?
Investigamos recifes mesofóticos e bancos de rodolitos encontrados em profundidades de aproximadamente 30 a 150 metros, ambientes ainda pouco conhecidos quando comparados aos recifes mais rasos.
Por meio do levantamento e monitoramento da biodiversidade, buscamos compreender quais espécies vivem nesses ambientes, como essas comunidades estão distribuídas e como se relacionam com as condições ambientais e com os ecossistemas mais rasos. Também queremos entender sua importância como áreas de abrigo, alimentação e manutenção da biodiversidade, além de avaliar como as atividades humanas e mudanças ambientais podem afetar esses ecossistemas profundos.
Conhecer melhor esses ambientes é fundamental para revelar uma parcela ainda pouco estudada da biodiversidade brasileira e contribuir para estratégias de conservação que considerem não apenas a superfície e os recifes rasos, mas também os ecossistemas que se estendem pelas regiões mais profundas da nossa costa.
Mapa de Amostragem
Os pontos no mapa representam os locais de amostragem e monitoramento do Eixo 1 ao longo da costa brasileira.